Empréstimo PJ (para empresa)
O empréstimo PJ é o crédito tomado no CNPJ da empresa — para capital de giro, estoque, folha de pagamento ou expansão. Existem várias modalidades, e a que você escolhe muda o juro mais do que qualquer negociação. Use o simulador de parcela abaixo, conheça cada linha de crédito e compare as taxas do Banco Central. O fazAconta não concede empréstimos nem indica instituições: este é um guia educativo.
A taxa já vem com a mediana de mercado do capital de giro de curto prazo (~2,69% a.m., Banco Central, mai/2026) — troque pela taxa da modalidade que está avaliando (tabela mais abaixo). Já tem uma proposta? Use a aba “Descobrir a taxa (CET)” para achar a taxa real embutida nas parcelas.
Modalidades de empréstimo PJ: qual usar em cada situação
Não existe um único “empréstimo para empresa”. O crédito PJ é uma família de linhas, cada uma desenhada para uma necessidade. A regra geral é a mesma do crédito em geral: quanto menor o risco para o banco, menor o juro — por isso linhas com garantia ou lastro em recebíveis custam menos que o crédito livre.
Capital de giro
É o empréstimo para financiar o ciclo operacional da empresa: comprar estoque, pagar fornecedores e a folha enquanto o dinheiro das vendas ainda não entrou. O Banco Central separa o capital de giro em dois prazos:
- Curto prazo (até 365 dias): para necessidades pontuais de caixa.
- Longo prazo (acima de 365 dias): para fôlego maior ou investimento leve, em geral com parcelas menores e mais juros no total.
As parcelas seguem a Tabela Price (prestações fixas), como na maioria dos empréstimos.
Antecipação de recebíveis de cartão
Se a empresa vende na maquininha, pode antecipar as vendas já feitas (parceladas ou a prazo) e receber o dinheiro hoje, com um desconto. Não é uma dívida nova: você apenas adianta um valor que já é seu. Como os próprios recebíveis servem de lastro, o custo costuma ser menor que o de um capital de giro sem garantia — quem vende muito no cartão geralmente acha essa a opção mais barata.
Desconto de duplicatas
Mesma ideia, com outro título: a empresa cede ao banco duplicatas ou boletos a receber de clientes e recebe o valor antecipado, descontados juros, tarifa e IOF. A taxa depende do vencimento de cada título. Atenção: costuma ser uma operação com direito de regresso — se o cliente (sacado) não pagar, a empresa continua responsável pelo valor.
Conta garantida (cheque especial PJ)
É a versão para empresa do cheque especial: um limite rotativo na conta em que você paga juros só sobre o que usar. Diferente do cheque especial comum, a conta garantida costuma exigir garantias (recebíveis, aplicações). É cara e serve para emergência de poucos dias, não para financiar a operação. Um alerta importante: o teto legal de 8% ao mês do cheque especial vale para pessoa física e para o MEI — as demais PJ não têm esse teto, então o juro é o que estiver no contrato.
Crédito com garantia
Oferecer uma garantia — recebíveis, veículo, equipamento ou imóvel — derruba o juro, porque reduz o risco do banco. Para valores altos e prazos longos, é o caminho mais barato. Quando a garantia é um imóvel, cai no empréstimo com garantia (home equity).
Investimento em máquinas e equipamentos (BNDES/Finame)
Para comprar máquinas, equipamentos e bens de capital, existem linhas do BNDES, como o Finame e o Cartão BNDES, com prazos longos e juros geralmente menores que os do crédito de mercado. São voltadas a investimento (não a giro), contratadas através de bancos e cooperativas credenciados.
É MEI? O microempreendedor tem acesso a programas subsidiados (Pronampe, ProCred 360 e microcrédito), com juros bem abaixo do mercado. Veja o empréstimo para MEI — esta página cobre o crédito PJ em geral, do qual o MEI é um caso especial.
Taxas de empréstimo PJ hoje (ranking do Banco Central)
Veja as menores taxas médias por instituição nas principais linhas de crédito PJ, direto do Banco Central (médias de mai/2026). Toque numa modalidade para abrir o ranking, da menor para a maior taxa.
Capital de giro (até 365 dias)
| # | Instituição | Taxa a.m. | Taxa a.a. |
|---|---|---|---|
| 1 | Volkswagen | 0,16% | 1,98% |
| 2 | Banco do Nordeste | 1,13% | 14,44% |
| 3 | Neon | 1,14% | 14,57% |
| 4 | Itaú | 2,32% | 31,64% |
| 5 | Cora | 2,35% | 32,17% |
| 6 | Daycoval | 2,44% | 33,49% |
| 7 | Santander | 2,50% | 34,54% |
| 8 | Banco do Brasil | 2,60% | 36,15% |
| 9 | Banco Inter | 2,69% | 37,50% |
| 10 | Bradesco | 2,74% | 38,35% |
| 11 | Banestes | 2,97% | 42,14% |
| 12 | Banco da Amazônia | 3,08% | 43,91% |
| 13 | BS2 | 3,13% | 44,69% |
| 14 | Caixa | 3,25% | 46,73% |
| 15 | BTG Pactual | 3,35% | 48,58% |
| 16 | Banrisul | 3,50% | 51,05% |
| 17 | Sofisa | 3,57% | 52,29% |
| 18 | Honda | 3,60% | 52,87% |
| 19 | C6 Bank | 4,05% | 61,03% |
| 20 | Nubank | 5,76% | 95,84% |
| 21 | PicPay | 6,07% | 102,83% |
| 22 | Banco XP | 6,56% | 114,30% |
22 principais instituições de varejo, das 51 pesquisadas pelo Banco Central.
Capital de giro (acima de 365 dias)
| # | Instituição | Taxa a.m. | Taxa a.a. |
|---|---|---|---|
| 1 | Mercantil do Brasil | 0,90% | 11,31% |
| 2 | Sicoob | 1,24% | 15,91% |
| 3 | Banco XP | 1,42% | 18,47% |
| 4 | BTG Pactual | 1,74% | 23,04% |
| 5 | GM / Chevrolet | 1,77% | 23,50% |
| 6 | Itaú | 1,78% | 23,64% |
| 7 | Caixa | 1,80% | 23,94% |
| 8 | Banco do Nordeste | 1,86% | 24,70% |
| 9 | BRB | 1,93% | 25,77% |
| 10 | Banco do Brasil | 1,96% | 26,25% |
| 11 | Daycoval | 1,99% | 26,65% |
| 12 | C6 Bank | 2,02% | 27,13% |
| 13 | Banco Inter | 2,07% | 27,89% |
| 14 | Santander | 2,27% | 30,94% |
| 15 | Banrisul | 2,38% | 32,65% |
| 16 | Bradesco | 2,46% | 33,88% |
| 17 | Banestes | 2,58% | 35,79% |
| 18 | Banco da Amazônia | 2,71% | 37,76% |
| 19 | Safra | 3,63% | 53,43% |
| 20 | Cora | 4,21% | 64,06% |
| 21 | Nubank | 4,74% | 74,22% |
| 22 | PicPay | 6,18% | 105,44% |
22 principais instituições de varejo, das 42 pesquisadas pelo Banco Central.
Antecipação de recebíveis de cartão
| # | Instituição | Taxa a.m. | Taxa a.a. |
|---|---|---|---|
| 1 | Itaú | 1,05% | 13,38% |
| 2 | BS2 | 1,12% | 14,35% |
| 3 | Safra | 1,17% | 14,92% |
| 4 | Nubank | 1,17% | 14,97% |
| 5 | BTG Pactual | 1,22% | 15,71% |
| 6 | Banco do Brasil | 1,30% | 16,73% |
| 7 | Santander | 1,34% | 17,30% |
| 8 | Bradesco | 1,44% | 18,65% |
| 9 | Banco da Amazônia | 1,83% | 24,33% |
9 principais instituições de varejo, das 14 pesquisadas pelo Banco Central.
Desconto de duplicatas
| # | Instituição | Taxa a.m. | Taxa a.a. |
|---|---|---|---|
| 1 | Digio | 1,13% | 14,49% |
| 2 | BTG Pactual | 1,16% | 14,87% |
| 3 | Banco Inter | 1,19% | 15,24% |
| 4 | Mercedes-Benz | 1,33% | 17,15% |
| 5 | Volkswagen | 1,35% | 17,41% |
| 6 | C6 Bank | 1,39% | 18,06% |
| 7 | PicPay | 1,41% | 18,26% |
| 8 | Stellantis (Fiat/Jeep/Peugeot) | 1,44% | 18,71% |
| 9 | Safra | 1,47% | 19,19% |
| 10 | Santander | 1,49% | 19,44% |
| 11 | Banco do Brasil | 1,53% | 19,94% |
| 12 | Banco Original | 1,62% | 21,25% |
| 13 | Yamaha | 1,69% | 22,28% |
| 14 | Banrisul | 1,73% | 22,92% |
| 15 | Daycoval | 1,81% | 24,04% |
| 16 | Itaú | 1,87% | 24,84% |
| 17 | Bradesco | 1,97% | 26,30% |
| 18 | Banco do Nordeste | 2,09% | 28,17% |
| 19 | BS2 | 2,17% | 29,39% |
| 20 | Sofisa | 2,27% | 30,94% |
| 21 | Caixa | 2,32% | 31,62% |
| 22 | BRB | 3,83% | 56,97% |
| 23 | Banestes | 4,30% | 65,64% |
| 24 | Nubank | 7,07% | 127,10% |
24 principais instituições de varejo, das 58 pesquisadas pelo Banco Central.
São taxas médias efetivamente praticadas (não ofertas), ordenadas da menor para a maior — um bom ponto de partida, mas a sua taxa depende do perfil da empresa e das garantias. Repare que antecipação de recebíveis e desconto de duplicatas costumam sair mais baratos que o giro sem garantia. Como referência de piso, a Selic está em 14,5% ao ano (Banco Central, jun/2026): nenhum crédito sai por menos que o custo básico do dinheiro. O ranking completo por modalidade está em melhores taxas de juros.
Empréstimo no CNPJ ou no CPF: quando vale separar
Em empresa pequena é comum a dúvida: pegar no CNPJ ou no CPF do dono? São análises diferentes:
- Crédito PJ (CNPJ): avalia faturamento, fluxo de caixa, tempo de empresa, endividamento e garantias. Dá acesso a linhas específicas (giro, antecipação de recebíveis, Finame) que não existem para pessoa física.
- Crédito PF (CPF): avalia renda e score pessoal. Veja o empréstimo pessoal.
Na prática, em empresas pequenas a análise do CNPJ se apoia fortemente no CPF dos sócios (muitas vezes com aval pessoal), então um histórico pessoal limpo é decisivo. Manter contas separadas — uma conta PJ própria, bem movimentada — melhora a análise e barateia o crédito. Se você é microempreendedor, o caminho costuma ser o empréstimo para MEI.
Análise de crédito PJ: o que o banco avalia
A análise serve para a instituição medir a capacidade e o risco de pagamento da empresa — e é ela que define a taxa. Quanto maior o risco percebido, maior o juro. O que mais pesa:
- Faturamento e sua consistência — receita estável demonstra capacidade de pagar.
- Tempo de atividade — empresa nova é vista como mais arriscada.
- Endividamento atual e o setor de atuação.
- Garantias oferecidas — reduzem o risco e a taxa.
- Score do CNPJ e dos sócios — em empresas menores, o CPF dos sócios pesa diretamente.
- Regularidade fiscal — CNPJ ativo e tributos em dia evitam reprovação imediata.
Faixas e critérios são ilustrativos: cada instituição usa o próprio modelo de score. Melhorar esses pontos é o que, ao longo do tempo, derruba o juro que a empresa paga.
Documentos para empréstimo PJ
A lista varia por porte, valor e instituição, mas quase sempre inclui:
- Cartão CNPJ ativo e contrato social (ou requerimento de empresário) atualizado;
- Documentos pessoais dos sócios/administradores;
- Comprovação de faturamento — extratos da conta PJ, faturamento de cartão, balancete/DRE ou declaração contábil (quanto maior o valor, mais detalhe);
- Certidões de regularidade fiscal (federal, estadual, municipal e FGTS), conforme a linha;
- Conforme o valor, a documentação da garantia (recebíveis, veículo, imóvel).
Garantias: como elas reduzem o juro do PJ
A garantia é a alavanca mais eficaz para baratear o crédito empresarial. O princípio é simples: menos risco para quem empresta = juro menor para a empresa. As mais comuns:
- Recebíveis (cartão e duplicatas) como lastro — a base das modalidades de antecipação.
- Garantia real (veículo, equipamento, imóvel) para valores maiores e prazos longos.
- Fundos garantidores e aval — como o FGO (por trás de linhas como o Pronampe) e o FAMPE do Sebrae, que avaliza parte da operação para quem não tem garantia própria. Detalhes na página de empréstimo MEI.
Atenção: aval e fundo garantidor não são seguro. Mesmo com eles, a dívida continua sendo da empresa (e, muitas vezes, dos sócios) — eles facilitam a aprovação e baixam o juro, mas não eliminam a obrigação de pagar.
Como conseguir empréstimo PJ com juros menores
- Mantenha o CNPJ regular e os tributos em dia; entregue as obrigações fiscais no prazo.
- Comprove faturamento: conta PJ movimentada e contabilidade em ordem mostram capacidade de pagamento.
- Cuide do score do CNPJ e dos sócios; quite ou negocie pendências antes de pedir.
- Escolha a modalidade certa para a necessidade — usar conta garantida para financiar a operação, por exemplo, sai caríssimo.
- Ofereça garantia quando possível e peça um prazo compatível com o seu caixa.
- Compare pelo CET, não pela taxa anunciada, e peça proposta a mais de uma instituição — cooperativas de crédito costumam ser competitivas. Se já tem uma dívida cara, avalie a portabilidade de crédito.
Antes de assinar: compare pelo CET
Duas propostas com a “mesma taxa” podem custar valores bem diferentes por causa de IOF, tarifas e seguros. Quem mostra o custo real é o Custo Efetivo Total (CET). A parcela sai da fórmula da Tabela Price:
=PGTO(taxa_mensal; nº_parcelas; -valor_do_empréstimo) Para achar a taxa real de uma proposta que você já tem, use a aba “Descobrir a taxa (CET)” do simulador no topo. E, ao comparar taxas em períodos diferentes, lembre que 1% ao mês não é 12% ao ano. Entenda o que entra na conta no Custo Efetivo Total.
Vale saber: a obrigação de informar o CET (Resolução CMN nº 4.881/2020, que substituiu a 3.517/2007) alcança pessoas físicas e micro e pequenas empresas. Empresas de médio e grande porte não têm essa garantia legal — ainda assim, exija sempre o custo total por escrito antes de assinar.
Dúvidas comuns
O que é empréstimo PJ?
É o crédito tomado pela empresa, no CNPJ, para capital de giro, estoque, folha ou expansão. Diferencia-se do crédito no CPF do dono porque a análise considera faturamento, fluxo de caixa e tempo de empresa, e dá acesso a linhas exclusivas de PJ.
Qual a diferença entre capital de giro e antecipação de recebíveis?
O capital de giro é uma dívida nova: você pega dinheiro emprestado e paga em parcelas com juros. A antecipação de recebíveis apenas adianta vendas que você já fez (no cartão ou em duplicatas), com um desconto — por ter lastro, costuma ser mais barata.
Empresa nova consegue empréstimo?
É mais difícil: sem histórico de CNPJ, a análise se apoia no CPF dos sócios e em garantias. Tempo de atividade, faturamento comprovado e um bom score pessoal aumentam muito as chances e reduzem o juro.
Empresa negativada consegue crédito PJ?
Fica mais caro e restrito, porque o risco percebido é alto. O ideal é regularizar pendências (do CNPJ e do CPF dos sócios) e melhorar o score antes de solicitar. Em alguns casos, oferecer garantia destrava a aprovação.
Qual a melhor modalidade de empréstimo para empresa?
Depende da necessidade e do prazo: giro para fôlego de caixa, antecipação/desconto para quem tem recebíveis, garantia para valores altos, Finame para máquinas. Em todos os casos, compare pelo CET, não pela taxa de vitrine.
MEI pode usar essas linhas PJ?
Pode, mas o MEI tem acesso a programas subsidiados, com juros bem menores (Pronampe, ProCred 360, microcrédito). Antes de pegar uma linha comum, veja o empréstimo para MEI.
O fazAconta empresta ou indica banco?
Não. O conteúdo é educativo, as taxas vêm do Banco Central e as condições reais devem ser confirmadas com instituições autorizadas.
Conclusão
O empréstimo PJ tem muitas modalidades, e a escolha certa — somada a uma boa garantia — pesa mais no juro do que negociar centavos na taxa. O método é sempre o mesmo: simular a parcela, descobrir o CET, comparar instituições e nunca decidir pela urgência.
Conteúdo com fins didáticos. Taxas, linhas e regras mudam ao longo do tempo e dependem de análise de crédito — confirme as condições atuais com a instituição financeira. O fazAconta não concede empréstimos nem indica instituições. Fonte das taxas: Banco Central do Brasil.