Empréstimo para MEI
O empréstimo para MEI é o crédito do microempreendedor individual — para capital de giro, estoque ou expansão do negócio. A boa notícia: além das linhas comuns de banco, o MEI tem acesso a programas públicos com juros menores (Pronampe, ProCred 360 e o microcrédito do Acredita), garantidos por fundos do governo. Aqui você vê cada opção, onde solicitar e simula a parcela.
Digite a taxa do programa que está avaliando. Hoje o ProCred 360 sai por cerca de 1,50% a.m. e o Pronampe perto de 1,57% a.m. (tabela abaixo); o crédito comum de MEI costuma ficar bem acima disso. Já tem uma proposta? Use a aba “Descobrir a taxa (CET)” para achar a taxa real embutida.
Programas de crédito para MEI com juros menores
Desde o programa Acredita (do Governo Federal), o MEI passou a ter linhas com juros bem abaixo do mercado, porque parte do risco fica com um fundo garantidor público (o FGO) — e menos risco para o banco significa menos juros para você. As principais:
| Linha | Para quem | Juros | Garantia |
|---|---|---|---|
| ProCred 360 (programa Acredita) | MEI e microempresas com faturamento até R$ 360 mil/ano | Selic + 5% a.a.≈ 19,50% a.a. · ~1,50% a.m. | FGO (fundo público) |
| Pronampe | Empresas com faturamento até R$ 4,8 mi/ano (inclui MEI) | Selic + 6% a.a.≈ 20,50% a.a. · ~1,57% a.m. | FGO-Pronampe |
| Microcrédito (Acredita no Primeiro Passo · CadÚnico) | Quem está começando ou inscrito no CadÚnico; valores menores | Selic + 2% a.a.≈ 16,50% a.a. · ~1,28% a.m. | FGO |
| Crédito com garantia | MEI que oferece recebíveis de cartão, veículo ou imóvel | menor que o crédito sem garantia | o próprio bem |
Taxas no formato “Selic + X%”, convertidas com a Selic atual de 14,50% a.a. (ref. jun/2026, Banco Central do Brasil (SGS)). Limites, prazos e condições mudam periodicamente — confirme nas fontes oficiais antes de contratar.
ProCred 360 — a linha mais barata para o MEI hoje
É a principal linha do programa Acredita para MEI e microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano. Os juros são de Selic + 5% ao ano (hoje, cerca de 1,50% ao mês) — uma fração do crédito comum —, com prazo de até 48 meses e carência. Está disponível na Caixa, no Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e em cooperativas de crédito.
Pronampe
Voltado a micro e pequenas empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano (o MEI se enquadra), com juros de Selic + 6% ao ano e garantia do FGO-Pronampe. Costuma oferecer limites e prazos maiores que o ProCred 360 — útil quando a necessidade de capital é mais alta.
Microcrédito (Acredita no Primeiro Passo)
Para quem está começando ou precisa de pouco: o Acredita no Primeiro Passo (vertente do programa federal Acredita, voltada a inscritos no CadÚnico) oferece microcrédito de algumas centenas a poucos milhares de reais, com crédito assistido (apoio técnico) e garantia do FGO. É o microcrédito produtivo, pensado para o pequeno negócio dar o primeiro passo.
Onde e como solicitar
Não há um “balcão único”: essas linhas são contratadas direto nas instituições. Os caminhos mais comuns:
- App ou site do seu banco (Caixa, BB, Bradesco, Itaú, Santander): procure por “ProCred 360” ou “Pronampe” na área de crédito PJ / capital de giro.
- Cooperativas de crédito (Sicoob, Sicredi, Cresol): costumam ter taxas competitivas e atendimento próximo para o pequeno negócio.
- CAIXA: para o microcrédito do Acredita no Primeiro Passo (crédito assistido para quem está no CadÚnico).
- Sebrae: orientação gratuita e, pelo FAMPE, aval para quem não tem garantia própria (veja a seguir).
Em todos os casos, o passo decisivo é o mesmo: simule a parcela (no topo desta página), peça a proposta já com o Custo Efetivo Total (CET) e compare antes de assinar. E lembre: nem sempre o empréstimo é a melhor saída — se você vende no cartão, a antecipação de recebíveis às vezes sai mais barata.
Taxas de crédito PJ hoje (ranking do Banco Central)
Além das linhas subsidiadas acima, vale saber o que o mercado cobra. Veja as menores taxas médias por instituição em duas linhas muito usadas pelo MEI — capital de giro e antecipação de recebíveis —, direto do Banco Central (médias de mai/2026):
Capital de giro (até 365 dias)
| # | Instituição | Taxa a.m. | Taxa a.a. |
|---|---|---|---|
| 1 | Neon | 1,14% | 14,57% |
| 2 | Banco do Nordeste | 1,19% | 15,30% |
| 3 | Cora | 2,30% | 31,42% |
| 4 | Itaú | 2,43% | 33,40% |
| 5 | Sofisa | 2,44% | 33,52% |
| 6 | Daycoval | 2,54% | 35,11% |
| 7 | Banco do Brasil | 2,59% | 35,89% |
| 8 | Bradesco | 2,64% | 36,74% |
| 9 | Banco Inter | 2,66% | 37,09% |
| 10 | BRB | 2,86% | 40,31% |
| 11 | Banestes | 2,90% | 40,92% |
| 12 | Banco da Amazônia | 3,09% | 44,05% |
| 13 | BS2 | 3,13% | 44,69% |
| 14 | Caixa | 3,27% | 47,15% |
| 15 | BTG Pactual | 3,53% | 51,64% |
| 16 | Honda | 3,87% | 57,68% |
| 17 | Santander | 4,00% | 60,02% |
| 18 | C6 Bank | 4,73% | 74,20% |
| 19 | Banrisul | 4,77% | 74,94% |
| 20 | Nubank | 5,74% | 95,31% |
| 21 | Banco XP | 6,56% | 114,30% |
| 22 | PicPay | 11,54% | 270,94% |
22 principais instituições de varejo, das 44 pesquisadas pelo Banco Central.
Antecipação de recebíveis de cartão
| # | Instituição | Taxa a.m. | Taxa a.a. |
|---|---|---|---|
| 1 | Itaú | 1,05% | 13,32% |
| 2 | BS2 | 1,12% | 14,35% |
| 3 | Safra | 1,16% | 14,86% |
| 4 | Nubank | 1,17% | 14,92% |
| 5 | BTG Pactual | 1,26% | 16,27% |
| 6 | Banco do Brasil | 1,32% | 17,04% |
| 7 | Bradesco | 1,33% | 17,16% |
| 8 | Santander | 1,37% | 17,80% |
| 9 | Banco da Amazônia | 1,82% | 24,17% |
9 principais instituições de varejo, das 14 pesquisadas pelo Banco Central.
Taxas médias praticadas (não ofertas), da menor para a maior; a sua depende do perfil do negócio. Compare sempre pelo CET. O ranking completo, por modalidade, está em melhores taxas de juros, e o panorama geral do crédito para empresa, no empréstimo PJ.
Documentos para empréstimo MEI
A documentação varia conforme a instituição e o valor solicitado, mas quase sempre inclui:
- CNPJ ativo e em dia — sem pendências no Simples Nacional / DAS-MEI;
- Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI);
- Documentos pessoais do titular (RG e CPF);
- Comprovante de residência atualizado;
- Comprovação de faturamento — extratos da conta PJ, notas fiscais ou a última Declaração Anual do MEI (DASN-SIMEI);
- Conforme o valor, pode ser pedida garantia (veja mais abaixo).
Ponto crítico: o MEI precisa estar em dia com os impostos. Um CNPJ com DAS atrasado ou inadimplente costuma reprovar a análise logo de cara — regularize as guias antes de solicitar. Para o Pronampe, por exemplo, é exigida a regularidade fiscal e o compartilhamento do faturamento pela Receita.
Como funciona a análise de crédito
A análise de crédito serve para a instituição medir a capacidade e o risco de pagamento. Quanto maior o risco percebido, maior a taxa de juros cobrada — é por isso que melhorar seu perfil reduz o custo do empréstimo. O resultado costuma ser traduzido em uma nota (score) de crédito de 0 a 1.000: quanto maior, melhor.
Faixas de score de crédito
| Faixa de score | Risco percebido | Efeito típico |
|---|---|---|
| Até 300 | Alto | Aprovação difícil; quando sai, com juros bem altos |
| De 301 a 700 | Médio | Aprovação possível, com taxa intermediária |
| Acima de 700 | Baixo | Mais chance de aprovação e taxas menores |
Faixas ilustrativas: cada órgão (Serasa, Boa Vista, etc.) e cada banco usa o próprio modelo e seus próprios pontos de corte.
No MEI, a análise é muito próxima da análise de crédito de pessoa física: o CPF do titular pesa diretamente na nota do CNPJ. Um CPF negativado puxa a avaliação da empresa para baixo. Por isso, o primeiro passo para um bom crédito PJ é ter um bom histórico no CPF.
Vale lembrar que nenhuma taxa é garantida: o piso de qualquer empréstimo é o custo do dinheiro na economia. Como referência, a taxa Selic está em torno de 14,50% ao ano (ref. jun/2026); até as linhas subsidiadas partem dela (“Selic + X%”), e o crédito comum de MEI sobe bem acima conforme o risco, o prazo e as tarifas embutidas no CET.
Garantias: FGO, FAMPE e como elas baixam o juro
Em operações menores de MEI, normalmente não se exige garantia tradicional (imóvel, veículo): o próprio empreendedor é o avalista. Mas oferecer garantia aumenta a aprovação e derruba os juros, porque reduz o risco de quem empresta. As mais relevantes:
- FGO (Fundo Garantidor de Operações): é o fundo público por trás do ProCred 360 e do Pronampe. Ele cobre parte do risco do banco — por isso essas linhas têm juros tão menores. Você não contrata o FGO: ele já vem embutido na linha.
- FAMPE (Sebrae): um fundo de aval que serve de garantia complementar para quem não tem garantia própria, cobrindo até cerca de 80% da operação. Atenção: não é seguro — a dívida continua inteiramente sua; o Sebrae apenas avaliza, cobrando uma comissão (CCA). Ajuda a aprovar e a baixar a taxa.
- Recebíveis de cartão (vendas futuras na maquininha) como lastro;
- Em valores maiores, garantia real (imóvel, veículo, equipamento) — o que se aproxima de uma operação com garantia.
Como melhorar o score de crédito
A nota de crédito é dinâmica: melhora quando você mantém as contas em dia e cai quando há atraso. Algumas atitudes que ajudam o MEI:
- Pague o DAS-MEI em dia e entregue a DASN-SIMEI todo ano;
- Mantenha o CPF do titular limpo — ele puxa a nota do CNPJ;
- Separe as finanças pessoa física e jurídica (conta PJ própria);
- Movimente a conta PJ e mantenha um histórico de faturamento consistente;
- Quite pendências antigas e negocie dívidas em atraso antes de pedir;
- Atualize seu cadastro nos órgãos de crédito (Serasa e similares) e acompanhe sua pontuação.
Antes de aceitar: compare pelo CET
Duas ofertas com a “mesma taxa” podem custar valores bem diferentes por causa de IOF, seguros e tarifas. Quem mostra o custo real é o Custo Efetivo Total.
=PGTO(taxa_mensal; nº_parcelas; -valor_emprestado) Para entender o que entra nessa conta, veja o Custo Efetivo Total (CET) e compare as modalidades em melhores taxas de juros.
Dúvidas comuns
O que são o Pronampe e o ProCred 360?
São linhas de crédito com juros menores para micro e pequenas empresas (o MEI incluso), garantidas por um fundo público (o FGO). O ProCred 360 atende quem fatura até R$ 360 mil/ano, a Selic + 5% a.a.; o Pronampe atende até R$ 4,8 mi/ano, a Selic + 6% a.a. Ambos são contratados nos bancos e cooperativas.
MEI tem direito a juros menores?
Tem acesso — não é automático. As linhas subsidiadas (ProCred 360, Pronampe, microcrédito) têm juros bem abaixo do mercado, mas dependem de análise de crédito e de regularidade fiscal (CNPJ e DAS em dia). Vale procurá-las antes de aceitar um empréstimo comum mais caro.
O MEI pode pegar empréstimo no CNPJ?
Sim. Existem linhas de crédito PJ para microempreendedor (veja o panorama no empréstimo PJ). Como o porte é pequeno, a análise considera fortemente o CPF do titular, então manter o histórico pessoal limpo é decisivo.
Qual a diferença entre empréstimo MEI e empréstimo pessoal?
No empréstimo MEI o crédito sai no CNPJ e exige comprovação de faturamento e regularidade fiscal; no empréstimo pessoal o crédito é no CPF. Na prática, para o microempreendedor as duas avaliações estão muito ligadas.
MEI com nome sujo consegue empréstimo?
Fica mais difícil e, quando sai, vem com juros altos, porque o risco é maior. O ideal é regularizar pendências e melhorar o score antes de solicitar.
Vale mais a pena antecipar recebíveis ou pegar empréstimo?
Depende das taxas. Se você vende muito no cartão, a antecipação pode ser mais barata. Compare sempre pelo CET — às vezes uma opção parece menor “na taxa”, mas custa mais no total.
Conclusão
O MEI tem hoje opções de crédito que não existiam há poucos anos: linhas como ProCred 360, Pronampe e o microcrédito do Acredita levam o juro a uma fração do mercado, graças à garantia de fundos públicos. Para aproveitá-las, o caminho é manter CNPJ e DAS em dia, cuidar do score, simular a parcela e escolher sempre pelo Custo Efetivo Total, nunca pela urgência.
Conteúdo com fins didáticos. Taxas, limites e regras dos programas mudam ao longo do tempo e dependem de análise de crédito — confirme as condições atuais nas fontes oficiais (banco, cooperativa, Caixa, Sebrae) antes de contratar. O fazAconta não concede empréstimos nem indica instituições.